O computador é um aparelho multitarefa e multimídia. Multitarefa significa que desempenha várias tarefas de uma vez só e multimídia significa que interage com o usuário a partir de diversos meios, quer visuais, táteis, auditivos, etc. Usar um computador pode ser uma tarefa muito simples. Usá-lo com sabedoria exige algum preparo, principalmente porque se estará desempenhando várias tarefas com diferentes níveis de interatividade ao mesmo tempo.
Informações de um banco de dados podem ser usadas em uma planilha ou em um texto, que pode ser impresso ou enviado pela Internet. Apresentações de slides eletrônicos podem ser uma estratégia interessante para expor idéias. Fotografias podem ser tratadas e inseridas nos documentos. Uma carta chega ao seu destino em frações de segundo. Tão fácil como ler ou escrever; tão fundamental como ler ou escrever.
     Não nos basta mais a intimidade
com o lápis. Precisamos da intimidade com o mundo, cada vez mais interligado, com informações em tempo real, deixando os meios de comunicações que hoje conhecemos como obsoletos.
     Imagine um aluno entrando em uma sala de bate-papo com o autor do livro cuja pesquisa, é solicitada pela professora. E, no mínimo, enriquecedor.
     Imagine um parente morando num local distante em que a comunicação telefônica por míseros cinco minutos, num domingo, fosse de um valor proibitivo. Na Internet, o som e a imagem podem ser estendidos em longas conversas com preço de ligação local, enquanto se escreve um texto, ouve música, troca fotos e arquivos, lê o jornal, joga xadrez com um adversário desconhecido, tudo sem sair da frente do micro e ao mesmo tempo, pelo mesmíssimo valor.
     A inclusão digital é a base funcional do presente - e não do futuro apenas. E o governo tem muita razão quando busca oferecer oportunidades de computadores a preços mais baixos e facilitados para todos os alcances. Afinal as crianças adoram pressionar as teclas e utilizar o mouse. O idoso reclama que “esse raio desse computador” poderia ter aparecido há quarenta anos atrás, enquanto ainda estava no emprego. É com a inclusão digital implementada de forma constante e definitiva que acabaremos, de uma vez por todas, com o medo que as pessoas mais idosas e mais humildes têm dos caixas eletrônicos dos bancos das esquinas.
     E um fato sem volta e que precisa ser atingido pelo maior número de pessoas possível. A comunicação virtual nunca substituirá a interpessoal em sua qualidade. Mas ninguém pode negar que abre muitas fronteiras, não é?